sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Acupuntura





             A acupuntura ou acupunctura (do latim acus - agulha e punctura – colocação) é um ramo da medicina tradicional chinesa e, de acordo com a nova terminologia da OMS - Organização Mundial da Saúde, um método de tratamento complementar.

            De acordo com a cultura  oriental, a Acupuntura funciona da seguinte forma: a energia vital, denominada energia Qi, flui através de canais no corpo. Esta energia pode ser influenciada e equilibrada pela estimulação de pontos específicos do corpo. Estes pontos estão localizados ao longo dos canais de energia conhecidos como meridianos, que ligam nossos órgãos principais. Segundo a teoria da Medicina Chinesa, a doença surge quando o fluxo cíclico de Qi nos meridianos se torna desequilibrado ou é bloqueado.  



            Já Segundo a cultura ocidental, Acupuntura é a estimulação de pontos específicos do corpo, localizados na superfície da pele. Esta estimulação tem a capacidade de alterar diferentes condições fisiológicas e bioquímicas a fim de se obter o efeito desejado.
Acredita-se que a acupuntura provavelmente funcione pelo estímulo do sistema nervoso central (o cérebro e a medula espinhal) para que sejam liberados compostos químicos chamados de neurotransmissores e hormônios. Tais compostos aliviam a dor, dão impulso ao sistema imunológico e regulam várias funções corporais. No caso da acupuntura seriam as endorfinas e hormônios que ajudam a aliviar a dor.



            Os pontos de Acupuntura são áreas de sensibilidade, nas quais são introduzidas agulhas a fim de estimular vários receptores sensoriais que, por sua vez, estimulam os nervos que transmitem impulsos para o hipotálamo e a hipófise na base do cérebro.

Estudos mostram que o estímulo pela acupuntura pode acionar o hipotálamo e as glândulas pituitárias, responsáveis pela liberação de endorfinas e neurotransmissores, resultando num amplo espectro de efeitos sistêmicos, aumentando a taxa de secreção de neurotransmissores e neuro-hormônios, melhorando o fluxo sanguíneo e estimulando a função imunológica.

Estima-se que as endorfinas são 200 vezes mais potentes do que a morfina. As endorfinas também desempenham um papel importante no funcionamento do sistema hormonal. 
As substâncias liberadas nas sessões de Acupuntura não só causam relaxamento em todo o corpo, como também regulam a serotonina no cérebro. É por isso que a depressão é muitas vezes tratada com Acupuntura.





 
            
               As doenças mais comuns apresentadas aos acupunturistas são aquelas que se relacionam com alguma dor, por exemplo, artrite, dores nas costas, no pescoço, nos joelhos, nos ombros, tendinite e ciática. 
A acupuntura pode ainda auxiliar no  tratamento com sucesso de uma grande variedade de problemas, dentre eles:


Problemas na face como Paralisia de Bell; 
Problemas circulatórios; 
Pressão alta;
 Angina;
Doenças gastrointestinais;
 Síndrome do intestino irritado;

 Obstipação;

Úlceras nervosas,; Gastrite;
 Inchaço abdominal;
 Problemas ginecológicos; 
Síndrome pré-menstrual (SPM);
Menstruação irregular ou dolorosa;
 Menopausa; 
Complicações na gravidez/enjôo; 
Pedras nos rins;
Impotência;
Infertilidade em homens e mulheres;
Disfunção sexual;

Doenças imunológicas;
 Fadiga crônica;
 Alergias;

 Dependência química; 
Cessação de tabaco; 
Drogas;
 Álcool;
 
Problemas emocionais e psicológicos;
 Ansiedade;
 Insônia;
 Depressão;
Estresse;
 
Afecções musculoesqueléticas e distúrbios neurológicos; 

Nevralgia Ciática
; Dores nas costas;
 Tendinite;
 Torcicolo;
 Nevralgia;
 Dores de cabeça e enxaqueca;
Espasticidade por AVC;
 Paralisia cerebral; 
Espasmos musculares, entre diversos outros.

            A Acupuntura é também frequentemente usada como uma medicina preventiva.  Muitas pessoas vêem seu acupunturista de duas a quatro vezes ao ano, para uma espécie de "sintonia" ou "balanceamento" do corpo.  Isso pode prevenir doenças e promover a saúde, energia e vitalidade.

A Acupuntura e a Medicina Chinesa são extremamente bem sucedidas no tratamento de uma variedade de doenças.  Muitas pessoas comentem o erro de optar pela Acupuntura e pela Medicina Oriental como um "último recurso", quando os problemas de saúde já são graves e difíceis de tratar.

O acupunturista terá que observar o diagnóstico inicial para determinar se a Medicina Oriental poderá realmente surtir efeito. Cada caso é único e é difícil determinar a eficácia da Acupuntura sem uma avaliação completa, mas o importante é que é uma ótima alternativa como tratamento coadjuvante.





Dr. Aramis Pedro Teixeira - Neurocirurgião (CRM 15844)
Ine - Instituto de Neurocirurgia Evoluir
(45) 3025-3585 / (45) 3029-3460 - Foz do Iguaçu

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Osteopatia



                                                
            Osteopatia é um método de tratamento que se baseia em um diagnóstico diferencial, bem como no tratamento de várias patologias, e prevenção da saúde, sem o recurso a fármacos ou cirurgia. A Osteopatia enfatiza a sua ação centrada no paciente, ao invés do sistema convencional centrado na doença. Possui metodologia e filosofia própria, que visa restabelecer a função das estruturas e sistemas corporais, agindo através da intervenção manual sobre os tecidos (articulações, músculos, fáscias, ligamentos, cápsulas, vísceras, tecido nervoso, vascular e linfático). Foi criada pelo médico americano Andrew Taylor Still por alturas da guerra civil americana nos finais do séc. XIX. Foi através da observação e investigação que fez uma correlação entre as patologias e a sua manifestações físicas.

            É considerada uma das disciplinas da medicina alternativa, ou terapêutica não convencional, uma vez que seus princípios filosoficos são diferentes dos da medicina convencional. Os tratamentos usam uma abordagem holística da saúde, considerando que a capacidade de recuperação do corpo pode ser aumentada pela estimulação das articulações. Na prática, os tratamentos da osteopatia estão enfocados em dores nas costas, pescoço e demais articulações.


            Dentro da filosofia osteopática a importância dada aos processos naturais do corpo é enorme e, por esse motivo, grande parte dos conceitos osteopáticos e mesmo seus procedimentos de tratamento são pautados nos mecanismos reguladores do sistema nervos o central e autônomo, ou seja, na intervenção terapêutica do fisioterapeuta e osteopata.

            Através de técnicas manuais, a osteopatia tem como objetivo restabelecer a mobilidade perdida e dar equilíbrio ao sistema musculoesquelético, sacro-cranial e visceral, mantendo a elasticidade do tecido conjuntivo em todos os seus sistemas.



            Alguns dos princípios deste tipo de tratamento são:
1- A estrutura (ossos, músculos, órgãos, etc.) está reciprocamente inter-relacionada com funções dos vários sistemas do corpo humano. O sistema neuro-músculo-esquelético é regulador de todos os outros sistemas. Disfunções dos componentes somáticos podem não ser só uma manifestação de doença, mas um fator que contribui para a própria doença.
2- O organismo tem a capacidade de se auto-regular e curar, uma vez eliminados os obstáculos que promovem a doença.
3- O sangue transporta todos os nutrientes necessários ao funcionamento saudável dos tecidos. Uma boa circulação vascular é essencial para o bom funcionamento do organismo.
4- O corpo é uma unidade em movimento. O fluxo nervoso, vascular, linfático, nervoso é crucial para a manutenção da saúde.

            Esta Terapêutica usa o aparelho músculo-esquelético para “manipular” os vários tecidos (ósseo, conjuntivo, neural, etc.) com o objetivo de criar integridade, liberdade e coordenação de movimento, aumentando o fluxo sanguíneo, a drenagem de toxinas e o reequilíbrio de regulação dos tecidos via sistema nervoso.


            É bom receber um tratamento osteopático após um período difícil durante o qual fomos mal tratados tanto física como moralmente. É nesses períodos que o nosso corpo acumula tensões. Libertar essas tensões uma vez ultrapassada a dificuldade permite uma recuperação rápida em todos os planos. A seguir são enumeradas alguns exemplos de situações nas quais um osteopata é uma ajuda eficaz:
-       - Durante a gravidez e depois do parto, ainda que tenha decorrido sem problemas;
-       - Depois do nascimento e durante a infância, no decorrer de mudanças importantes na vida da criança ou quando manifesta através do comportamento dificuldades de adaptação não habituais nela;
-       - Depois de um importante traumatismo, ainda que não tenha nenhuma ferida aparente (quedas, acidentes de carro, etc.);
-       - Depois de uma intervenção cirúrgica ou médica traumatizante (tratamentos dentais, extracções dificeis, etc.);
-       - Antes da colocação de um aparelho dental, durante todo o tratamento e depois da retirada do aparelho;
-      -  Durante ou depois de um período particularmente estressante ou de esgotamento físico e/ou intelectual ou de um período emocional difícil;
-       - Depois de qualquer doença aguda que tenha requerido a toma de medicamentos.
-      -  Quando as pessoas apresentam importantes desequilíbrios do organismo nos planos locomotor, hepático e digestivo. Por exemplo, os antibióticos algumas vezes indispensáveis alteram o sistema digestivo e o fígado.
-       - Quando o individuo sente a necessidade ou o desejo de tratar-se. O corpo, se já recebeu cuidados osteopáticos, será mais sensível ao tratamento que lhe permitirá reencontrar o equilíbrio.

            Para realizar o diagnostico, em uma consulta o osteopata começa por analisar a historia clínica do paciente, avaliando a sua condição esqueletico-muscular, a mobilidade do corpo, áreas de fragilidade, tensão ou lesões.
Também aspectos relacionados com estilo da vida, deste o trabalho ás atividades de lazer, são importantes nesta fase de diagnostico, para determinar o tratamento mais adequado.

            O tratamento osteopático baseia-se na manipulação, massagem, estimulação neuromuscular e harmonização dos sistemas funcionais de todo o corpo, efetuado com mãos de Osteopata. Em muitos dos casos osteopata trata dores das costas, de um modo geral resultantes de perturbações mecânicas na coluna devido a tenções de postura ou lesões nos discos. As dores da cabeça podem ter origem na rigidez e tenção do pescoço e, em muitos casos podem ser melhorados com tratamentos osteopaticos.



sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Pilates




            Conhecido como uma forma suave de exercício que literalmente reintroduz uma pessoa ao seu próprio corpo, o pilates é considerado a melhor maneira de entender o corpo e como ele funciona, além de liberar a tensão, relaxar e combater o stress da vida moderna. É uma técnica de conscientização corporal e teorias de controle motor, desenvolvido por Joseph Pilates na década de 1920. A maioria dos exercícios são executados com a pessoa deitada. É atualmente uma técnica reconhecida para tratamento e prevenção de problemas na coluna vertebral.



            Muitas pessoas simplesmente não podem nem pensar na rotina de uma academia de musculação, muito menos no esforço físico para ganhar músculos. Porém, como o método pilates é uma tecnica de exercício não aeróbico e suave, ele fornece tônus e fortalece os músculos de dentro pra fora. A prática deste método ajuda ainda a melhorar o equilíbrio e a coordenação pelo realinhamento da coluna e fortalecimento do core.



            Com a certeza de que os músculos devem ser fortes e flexíveis para se manterem bonitos e saudáveis, o Pilates fortalece os músculos fracos, alonga os músculos que estão encurtados e aumenta a mobilidade das articulações. Movimentos fluentes são feitos sem pressa e com muito controle para evitar estresse. O alinhamento postural é importante em cada exercício, ajudando na melhora da postura global do indivíduo.



            Assim, a força, a tonificação e o alongamento são trabalhados de dentro para fora do corpo, tornando-o forte, bonito, saudável, harmonioso e elegante.

            As aulas apresentam:
- Poucas repetições de cada movimento;
- Grande repertório de exercícios;
- Aulas únicas, evitando monotonia;
- Uso de aparelhos e acessórios criados especialmente para os exercícios;
- Resultados rápidos e duradouros;
- Construção de uma postura correta e natural;
- Não há desgaste físico.

            Benefícios:
- Aumenta a resistência física e mental;
- Alongamento e maior controle corporal;
- Correção postural;
- Aumento da flexibilidade, tônus e força muscular;
- Alívio das tensões, estresse e dores crônicas;
- Melhora da coordenação motora;
- Maior mobilidade das articulações;
- Estimulação do sistema circulatório e oxigenação do sangue;
- Facilita a drenagem linfática e eliminação das toxinas;
- Fortalecimento dos órgãos internos;
- Aumento da concentração;
- Trabalha a respiração;
- Promove relaxamento.

            O Pilates é agradável, fácil e traz resultados rápidos. Qualquer pessoa, com mais de 12 anos e em todos os níveis de condicionamento físico pode praticá-lo.
Converse com seu médico para saber se ele indica e aproveite!




Dr. Aramis Pedro Teixeira - Neurocirurgião (CRM 15844)
Ine - Instituto de Neurocirurgia Evoluir
(45) 3025-3585 / (45) 3029-3460 - Foz do Iguaçu

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Fibromialgia



            É uma doença complexa que se caracteriza por existência de dor em todo o corpo, manifestada especialmente nos tendões e nas articulações, além de cansaço extremo, perturbações no sono e alterações emocionais. Trata-se de uma patologia relacionada com o funcionamento do sistema nervoso central e o mecanismo de supressão da dor que atinge, em 90% dos casos, mulheres entre 35 e 50 anos.

            A fibromialgia não provoca inflamações nem deformidades físicas, mas pode estar associada a outras doenças reumatológicas o que pode confundir o diagnóstico. Uma característica da pessoa com Fibromialgia é a grande sensibilidade ao toque e à compressão de pontos nos corpos. No passado, pessoas que apresentavam dor generalizada e uma série de queixas mal definidas não eram levadas muito a sério. Por vezes problemas emocionais eram considerados como fator determinante desse quadro ou então um diagnóstico nebuloso de “fibrosite” era estabelecido. Isso porque acreditava-se que houvesse o envolvimento de um processo inflamatório muscular.

            A causa e os mecanismos que provocam fibromialgia não estão perfeitamente esclarecidos dentro da medicina. Sabe-se, porém, que os níveis de serotonina são mais baixos nos portadores da doença e que desequilíbrios hormonais, tensão e estresse podem estar envolvidos em seu aparecimento. Os estudos mais recentes mostram que os pacientes com fibromialgia apresentam uma sensibilidade maior à dor do que pessoas sem fibromialgia. Como se o cérebro das pessoas com fibromialgia estivesse com um "termostato" desrregulado, que ativasse todo o sistema nervoso para fazer a pessoa sentir mais dor. A pessoa começa a não dormir bem e não se exercitar, o que piora a dor muscular, mantendo o ciclo. Sintomas de depressão e ansiedade também podem piorar o quadro. A fibromialgia pode também aparecer depois de eventos graves na vida de uma pessoa, como um trauma físico, psicológico ou mesmo uma infecção grave. O mais comum é que o quadro comece com uma dor localizada crônica, que progride para envolver todo o corpo. O motivo pelo qual algumas pessoas desenvolvem fibromialgia e outras não ainda é desconhecido.


            Entre os sintomas mais comuns desta patologia estão:
- Fadiga intensa, que afeta aproximadamente 90% dos casos, sendo mais notada pela manhã e ao final do dia. As atividades intelectuais e o menor esforço físico agravam esta fadiga, impedindo a realização das atividades da vida diária. É associada aos distúrbios do sono.

- Distúrbios do sono, onde existem alterações na fase IV do sono, correspondendo à sensação de sono não reparador. Estudos mostram que ocorrem em até 100% dos pacientes e são bastante variáveis. Muitos relatam que tem sono leve, mas certos pacientes dizem que tem bom sono e dormem toda à noite, embora acordem mais cansados do que antes de se deitar, com a sensação de não ter dormido, dor pelo corpo, rigidez e cansaço.

- Síndrome do cólon irritável, em cerca de 60% dos pacientes. As queixas mais comuns referem-se a alterações do hábito intestinal, variando de constipação intestinal à diarreia. São comuns também as queixas de náuseas, vômitos, dor ou desconforto abdominal, flatulência, inchaço e cólicas após refeições.

- Alterações de humor, caracterizadas por ansiedade, depressão e irritabilidade na maioria dos pacientes, mas não se sabe se estas alterações são causa ou conseqüência. 25% dos pacientes já consultaram psiquiatras por depressão, 25% dos pacientes apresentam depressão ativa e a maioria não percebe a depressão concomitante. Pessoas ansiosas tendem a respirar disfuncionalmente e os padrões respiratórios envolvidos podem aumentar os sintomas da fibromialgia.

- Maior sensibilidade ao frio: as mudanças de temperatura afetam agudamente o paciente, havendo piora da dor com as mudanças climáticas, com relação à temperatura fria, à umidade e ao ar-condicionado. A aplicação de calor freqüentemente ajuda a aliviar a dor.

- Rigidez articular difusa (atinge além das áreas articulares), especialmente pela manhã, após repouso prolongado ou mudanças climáticas. Esta sensação deve ser diferenciada da rigidez da artrite reumatóide, na qual a rigidez é maior nas articulações e que demora um tempo maior para se dissipar.

- Parestesias e perda de força, que podem ser localizadas ou difusas, sem relação com exame neurológico e edema subjetivo de tecidos moles percebido pelo paciente, que freqüentemente queixa-se de mãos inchadas, pois o exame físico revela ausência de edema.

            O diagnóstico é essencialmente clínico, servindo os meios complementares de diagnóstico para excluir outras doenças. Assenta, sobretudo, na presença de:
- Dor musculoesquelética generalizada, ou seja, abaixo e acima da cintura e nas metades esquerda e direita do corpo;
- Dor com mais de três meses de duração;
- Existência de pontos dolorosos à pressão digital em áreas simétricas do corpo e com localização bem estabelecida.

* Deve ser feito o diagnóstico diferencial com doenças reumáticas inflamatórias, disfunção tiroideia e patologia muscular.

            Há alguns fatores de risco para esta doença, desde os associados com o estado de dor crônica generalizada (idade, sexo, etc.), às características da personalidade pró-dolorosa (perfeccionismo compulsivo, incapacidade de relaxamento e desfrute da vida, incapacidade para lidar com situações hostis, etc.).
           
            Os sinais de alerta para o desenvolvimento da doença são:
- História familiar da doença;
- Síndroma dolorosa prévia;
- Preocupação com o prognóstico de outras doenças coexistentes;
- Traumatismo vertebral, especialmente cervical;
- Incapacidade para lidar com adversidades;
- História de depressão/ansiedade;
- Sintomas persistentes de “virose”;
- Alterações do sono;
- Disfunção emocional significativa;
- Dor relacionada com a prática da profissão.
- O conhecimento destes sinais de alerta torna possível a intervenção precoce e a prevenção, evitando o agravamento da doença e o desenvolvimento de complicações.

            O tratamento da fibromialgia exige cuidados multidisciplinares. No entanto, tem-se mostrado eficaz para o controle da doença:
- Uso de analgésicos e antiiflamatórios associados a antidepressivos tricíclicos ( além de inibidores seletivos de recaptação da serotonina, relaxantes musculares e indutores do sono);
- Atividade física regular;
- Acompanhamento psicológico e emocional;
- Massagens e acupuntura;
- Acompanhamento neurológico.

* Por vezes são necessárias outras formas terapêuticas, bem como a intervenção da reumatologia, psiquiatria e outras especialidades médicas ou diferentes profissionais de saúde. É uma doença que requer acompanhamento médico e avaliações periódicas relativamente à evolução das queixas e aos eventuais efeitos adversos da terapêutica. O acompanhamento depende da gravidade da fibromialgia e de outras doenças associadas.

            Algumas recomendações importantes para que os pacientes que tenham esta doença possam ter uma melhor qualidade de vida são:
- Tome medicamentos que ajudem a combater os sintomas;
- Evite carregar pesos;
- Fuja de situações que aumentem o nível de estresse;
- Elimine tudo o que possa perturbar seu sono como luz, barulho, colchão incômodo, temperatura desagradável;
- Procure posições confortáveis quando for permanecer sentado por mito tempo;
- Mantenha um programa regular de exercícios físicos;
- Considere a possibilidade de buscar ajuda neurológica e neurocirúrgica.




Dr. Aramis Pedro Teixeira - Neurocirurgião (CRM 15844)
Ine - Instituto de Neurocirurgia Evoluir 

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quarta-feira, 11 de julho de 2012

Catalepsia

          


            A Catalepsia patológica é uma doença rara, provocada por um distúrbio que impede que a pessoa se movimente. O indivíduo encontra-se em um estado onde os músculos do corpo tornam-se rígidos como uma estátua, mas ao mesmo tempo fica consciente de tudo o que acontece ao seu redor, mas por ter suas funções vitais desaceleradas não consegue reagir fisicamente.

            Esse tipo de doença nervosa deixa o corpo da vítima com aspecto de um boneco de cera, por haver uma plasticidade motora. Os músculos podem ser movidos para qualquer direção que continuam da mesma forma. Por exemplo, se a pessoa estiver sentada e alguém posicionar seu braço para cima, ela permanecerá assim até que se recupere do surto.

            O ataque cataléptico pode durar de minutos a alguns dias e o que mais aflinge quem sofre da doença é ver e ouvir tudo o que acontece em volta, sem poder reagir fisicamente.

            No passado já existiram casos de pessoas que foram enterradas vivas e na verdade estavam passando pela catalepsia patológica[1]. Muitos especialistas, contudo, afirmam que isso não seria possível nos dias de hoje pois já existem equipamentos tecnológicos que, quando corretamente utilizados, não falham ao definir os sinais vitais e permitem atestar o óbito com precisão.

            As causas desta patologia são variadas, acredita-se que pode ser desencadeada por fatores genéticos, onde o indivíduo possui uma predisposição maior para desenvolver a doença e também por problemas congênitos onde há má formação em alguma região cerebral. Pode também aparecer como resultado de outras doenças nervosas como a esquizofrenia, epilepsia, síndrome neuroléptica maligna, debilidade mental, histeria, depressão, grave trauma emocional, doença de Parkinson e, também ser ocasionada por traumatismo craniano, alcoolismo e intoxicação por certos narcóticos. A catalepsia patológica pode ainda aparecer como um efeito colateral de medicamentos anti-psicóticos usado para tratar a esquizofrenia.

            O tratamento da doença consiste na utilização de medicamentos benzodiazepínicos para evitar as crises catalépticas, relaxando os músculos e evitando o estado de imobilidade total. No entanto, devido a sua ação sedativa e por ser relaxante muscular, os benzodiazepínicos causam como efeitos colaterais sonolência, diminuição da concentração e até mesmo tontura.

            Em casos mais extremos, onde a doença não responde bem ao uso de medicamentos, o uso da eletroconvulsoterapia (ECT) é eficaz, porém em desuso atualmente. É importante ainda o cataléptico ter acompanhamento de um Neurologista.