sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Pilates




            Conhecido como uma forma suave de exercício que literalmente reintroduz uma pessoa ao seu próprio corpo, o pilates é considerado a melhor maneira de entender o corpo e como ele funciona, além de liberar a tensão, relaxar e combater o stress da vida moderna. É uma técnica de conscientização corporal e teorias de controle motor, desenvolvido por Joseph Pilates na década de 1920. A maioria dos exercícios são executados com a pessoa deitada. É atualmente uma técnica reconhecida para tratamento e prevenção de problemas na coluna vertebral.



            Muitas pessoas simplesmente não podem nem pensar na rotina de uma academia de musculação, muito menos no esforço físico para ganhar músculos. Porém, como o método pilates é uma tecnica de exercício não aeróbico e suave, ele fornece tônus e fortalece os músculos de dentro pra fora. A prática deste método ajuda ainda a melhorar o equilíbrio e a coordenação pelo realinhamento da coluna e fortalecimento do core.



            Com a certeza de que os músculos devem ser fortes e flexíveis para se manterem bonitos e saudáveis, o Pilates fortalece os músculos fracos, alonga os músculos que estão encurtados e aumenta a mobilidade das articulações. Movimentos fluentes são feitos sem pressa e com muito controle para evitar estresse. O alinhamento postural é importante em cada exercício, ajudando na melhora da postura global do indivíduo.



            Assim, a força, a tonificação e o alongamento são trabalhados de dentro para fora do corpo, tornando-o forte, bonito, saudável, harmonioso e elegante.

            As aulas apresentam:
- Poucas repetições de cada movimento;
- Grande repertório de exercícios;
- Aulas únicas, evitando monotonia;
- Uso de aparelhos e acessórios criados especialmente para os exercícios;
- Resultados rápidos e duradouros;
- Construção de uma postura correta e natural;
- Não há desgaste físico.

            Benefícios:
- Aumenta a resistência física e mental;
- Alongamento e maior controle corporal;
- Correção postural;
- Aumento da flexibilidade, tônus e força muscular;
- Alívio das tensões, estresse e dores crônicas;
- Melhora da coordenação motora;
- Maior mobilidade das articulações;
- Estimulação do sistema circulatório e oxigenação do sangue;
- Facilita a drenagem linfática e eliminação das toxinas;
- Fortalecimento dos órgãos internos;
- Aumento da concentração;
- Trabalha a respiração;
- Promove relaxamento.

            O Pilates é agradável, fácil e traz resultados rápidos. Qualquer pessoa, com mais de 12 anos e em todos os níveis de condicionamento físico pode praticá-lo.
Converse com seu médico para saber se ele indica e aproveite!




Dr. Aramis Pedro Teixeira - Neurocirurgião (CRM 15844)
Ine - Instituto de Neurocirurgia Evoluir
(45) 3025-3585 / (45) 3029-3460 - Foz do Iguaçu

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Fibromialgia



            É uma doença complexa que se caracteriza por existência de dor em todo o corpo, manifestada especialmente nos tendões e nas articulações, além de cansaço extremo, perturbações no sono e alterações emocionais. Trata-se de uma patologia relacionada com o funcionamento do sistema nervoso central e o mecanismo de supressão da dor que atinge, em 90% dos casos, mulheres entre 35 e 50 anos.

            A fibromialgia não provoca inflamações nem deformidades físicas, mas pode estar associada a outras doenças reumatológicas o que pode confundir o diagnóstico. Uma característica da pessoa com Fibromialgia é a grande sensibilidade ao toque e à compressão de pontos nos corpos. No passado, pessoas que apresentavam dor generalizada e uma série de queixas mal definidas não eram levadas muito a sério. Por vezes problemas emocionais eram considerados como fator determinante desse quadro ou então um diagnóstico nebuloso de “fibrosite” era estabelecido. Isso porque acreditava-se que houvesse o envolvimento de um processo inflamatório muscular.

            A causa e os mecanismos que provocam fibromialgia não estão perfeitamente esclarecidos dentro da medicina. Sabe-se, porém, que os níveis de serotonina são mais baixos nos portadores da doença e que desequilíbrios hormonais, tensão e estresse podem estar envolvidos em seu aparecimento. Os estudos mais recentes mostram que os pacientes com fibromialgia apresentam uma sensibilidade maior à dor do que pessoas sem fibromialgia. Como se o cérebro das pessoas com fibromialgia estivesse com um "termostato" desrregulado, que ativasse todo o sistema nervoso para fazer a pessoa sentir mais dor. A pessoa começa a não dormir bem e não se exercitar, o que piora a dor muscular, mantendo o ciclo. Sintomas de depressão e ansiedade também podem piorar o quadro. A fibromialgia pode também aparecer depois de eventos graves na vida de uma pessoa, como um trauma físico, psicológico ou mesmo uma infecção grave. O mais comum é que o quadro comece com uma dor localizada crônica, que progride para envolver todo o corpo. O motivo pelo qual algumas pessoas desenvolvem fibromialgia e outras não ainda é desconhecido.


            Entre os sintomas mais comuns desta patologia estão:
- Fadiga intensa, que afeta aproximadamente 90% dos casos, sendo mais notada pela manhã e ao final do dia. As atividades intelectuais e o menor esforço físico agravam esta fadiga, impedindo a realização das atividades da vida diária. É associada aos distúrbios do sono.

- Distúrbios do sono, onde existem alterações na fase IV do sono, correspondendo à sensação de sono não reparador. Estudos mostram que ocorrem em até 100% dos pacientes e são bastante variáveis. Muitos relatam que tem sono leve, mas certos pacientes dizem que tem bom sono e dormem toda à noite, embora acordem mais cansados do que antes de se deitar, com a sensação de não ter dormido, dor pelo corpo, rigidez e cansaço.

- Síndrome do cólon irritável, em cerca de 60% dos pacientes. As queixas mais comuns referem-se a alterações do hábito intestinal, variando de constipação intestinal à diarreia. São comuns também as queixas de náuseas, vômitos, dor ou desconforto abdominal, flatulência, inchaço e cólicas após refeições.

- Alterações de humor, caracterizadas por ansiedade, depressão e irritabilidade na maioria dos pacientes, mas não se sabe se estas alterações são causa ou conseqüência. 25% dos pacientes já consultaram psiquiatras por depressão, 25% dos pacientes apresentam depressão ativa e a maioria não percebe a depressão concomitante. Pessoas ansiosas tendem a respirar disfuncionalmente e os padrões respiratórios envolvidos podem aumentar os sintomas da fibromialgia.

- Maior sensibilidade ao frio: as mudanças de temperatura afetam agudamente o paciente, havendo piora da dor com as mudanças climáticas, com relação à temperatura fria, à umidade e ao ar-condicionado. A aplicação de calor freqüentemente ajuda a aliviar a dor.

- Rigidez articular difusa (atinge além das áreas articulares), especialmente pela manhã, após repouso prolongado ou mudanças climáticas. Esta sensação deve ser diferenciada da rigidez da artrite reumatóide, na qual a rigidez é maior nas articulações e que demora um tempo maior para se dissipar.

- Parestesias e perda de força, que podem ser localizadas ou difusas, sem relação com exame neurológico e edema subjetivo de tecidos moles percebido pelo paciente, que freqüentemente queixa-se de mãos inchadas, pois o exame físico revela ausência de edema.

            O diagnóstico é essencialmente clínico, servindo os meios complementares de diagnóstico para excluir outras doenças. Assenta, sobretudo, na presença de:
- Dor musculoesquelética generalizada, ou seja, abaixo e acima da cintura e nas metades esquerda e direita do corpo;
- Dor com mais de três meses de duração;
- Existência de pontos dolorosos à pressão digital em áreas simétricas do corpo e com localização bem estabelecida.

* Deve ser feito o diagnóstico diferencial com doenças reumáticas inflamatórias, disfunção tiroideia e patologia muscular.

            Há alguns fatores de risco para esta doença, desde os associados com o estado de dor crônica generalizada (idade, sexo, etc.), às características da personalidade pró-dolorosa (perfeccionismo compulsivo, incapacidade de relaxamento e desfrute da vida, incapacidade para lidar com situações hostis, etc.).
           
            Os sinais de alerta para o desenvolvimento da doença são:
- História familiar da doença;
- Síndroma dolorosa prévia;
- Preocupação com o prognóstico de outras doenças coexistentes;
- Traumatismo vertebral, especialmente cervical;
- Incapacidade para lidar com adversidades;
- História de depressão/ansiedade;
- Sintomas persistentes de “virose”;
- Alterações do sono;
- Disfunção emocional significativa;
- Dor relacionada com a prática da profissão.
- O conhecimento destes sinais de alerta torna possível a intervenção precoce e a prevenção, evitando o agravamento da doença e o desenvolvimento de complicações.

            O tratamento da fibromialgia exige cuidados multidisciplinares. No entanto, tem-se mostrado eficaz para o controle da doença:
- Uso de analgésicos e antiiflamatórios associados a antidepressivos tricíclicos ( além de inibidores seletivos de recaptação da serotonina, relaxantes musculares e indutores do sono);
- Atividade física regular;
- Acompanhamento psicológico e emocional;
- Massagens e acupuntura;
- Acompanhamento neurológico.

* Por vezes são necessárias outras formas terapêuticas, bem como a intervenção da reumatologia, psiquiatria e outras especialidades médicas ou diferentes profissionais de saúde. É uma doença que requer acompanhamento médico e avaliações periódicas relativamente à evolução das queixas e aos eventuais efeitos adversos da terapêutica. O acompanhamento depende da gravidade da fibromialgia e de outras doenças associadas.

            Algumas recomendações importantes para que os pacientes que tenham esta doença possam ter uma melhor qualidade de vida são:
- Tome medicamentos que ajudem a combater os sintomas;
- Evite carregar pesos;
- Fuja de situações que aumentem o nível de estresse;
- Elimine tudo o que possa perturbar seu sono como luz, barulho, colchão incômodo, temperatura desagradável;
- Procure posições confortáveis quando for permanecer sentado por mito tempo;
- Mantenha um programa regular de exercícios físicos;
- Considere a possibilidade de buscar ajuda neurológica e neurocirúrgica.




Dr. Aramis Pedro Teixeira - Neurocirurgião (CRM 15844)
Ine - Instituto de Neurocirurgia Evoluir 

(45) 3025-3585 / (45) 3029-3460 - Foz do Iguaçu



quarta-feira, 11 de julho de 2012

Catalepsia

          


            A Catalepsia patológica é uma doença rara, provocada por um distúrbio que impede que a pessoa se movimente. O indivíduo encontra-se em um estado onde os músculos do corpo tornam-se rígidos como uma estátua, mas ao mesmo tempo fica consciente de tudo o que acontece ao seu redor, mas por ter suas funções vitais desaceleradas não consegue reagir fisicamente.

            Esse tipo de doença nervosa deixa o corpo da vítima com aspecto de um boneco de cera, por haver uma plasticidade motora. Os músculos podem ser movidos para qualquer direção que continuam da mesma forma. Por exemplo, se a pessoa estiver sentada e alguém posicionar seu braço para cima, ela permanecerá assim até que se recupere do surto.

            O ataque cataléptico pode durar de minutos a alguns dias e o que mais aflinge quem sofre da doença é ver e ouvir tudo o que acontece em volta, sem poder reagir fisicamente.

            No passado já existiram casos de pessoas que foram enterradas vivas e na verdade estavam passando pela catalepsia patológica[1]. Muitos especialistas, contudo, afirmam que isso não seria possível nos dias de hoje pois já existem equipamentos tecnológicos que, quando corretamente utilizados, não falham ao definir os sinais vitais e permitem atestar o óbito com precisão.

            As causas desta patologia são variadas, acredita-se que pode ser desencadeada por fatores genéticos, onde o indivíduo possui uma predisposição maior para desenvolver a doença e também por problemas congênitos onde há má formação em alguma região cerebral. Pode também aparecer como resultado de outras doenças nervosas como a esquizofrenia, epilepsia, síndrome neuroléptica maligna, debilidade mental, histeria, depressão, grave trauma emocional, doença de Parkinson e, também ser ocasionada por traumatismo craniano, alcoolismo e intoxicação por certos narcóticos. A catalepsia patológica pode ainda aparecer como um efeito colateral de medicamentos anti-psicóticos usado para tratar a esquizofrenia.

            O tratamento da doença consiste na utilização de medicamentos benzodiazepínicos para evitar as crises catalépticas, relaxando os músculos e evitando o estado de imobilidade total. No entanto, devido a sua ação sedativa e por ser relaxante muscular, os benzodiazepínicos causam como efeitos colaterais sonolência, diminuição da concentração e até mesmo tontura.

            Em casos mais extremos, onde a doença não responde bem ao uso de medicamentos, o uso da eletroconvulsoterapia (ECT) é eficaz, porém em desuso atualmente. É importante ainda o cataléptico ter acompanhamento de um Neurologista.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Espinha Bífida


            Espinha bífida é uma malformação congênita que ocorre durante o primeiro mês de formação do bebê, proveniente de um defeito causado por formação incompleta da medula espinhal e das estruturas que protegem a medula. Caracteriza-se pela presença de uma abertura na coluna para o exterior, devido ao canal vertebral (tubo neural) não fechar na totalidade. Há a formação de uma saliência mole (cisto), uma vez que o tecido nervoso salta pelo orifício causado pela malformação, deixando a medula espinhal sem proteção. É uma das lesões mais comuns da medula espinhal, podendo ocorrer em toda a extensão da coluna espinhal, já que não há proteção óssea.


            Esta malformação pode apresentar diferentes graus de comprometimento neurológico, dependendo da localização e extensão da lesão (devendo ser encerrada cirurgicamente nas primeiras 24 horas de vida). A prevalência é de um nascimento para cada 800 (no Brasil em 2007, segundo DataSUS).

            Em condições normais, no início da gestação, por volta da quarta semana de gravidez, a camada de tecido embrionário destinada a formar o sistema nervoso central dobra-se para formar o canal neural, cujas extremidades se unem, de modo a formarem o tubo neural que constituirá a medula espinal. Algum tempo depois, até à 20a semana de gravidez, é constituído o canal ósseo que forma a coluna vertebral, contendo no seu interior a medula espinal. Um eventual defeito na fusão das extremidades do canal ósseo provoca uma abertura da coluna vertebral e, consequentemente, a possível herniação do seu conteúdo para o exterior. Como o defeito costuma, na maioria dos casos, afetar uma das extremidades inferiores do canal, pois estas são as últimas a fechar-se, a espinha bífida localiza-se normalmente nas regiões lombar e sacra.



            Embora não se conheça com precisão a causa deste tipo de defeito congênito, entre os principais fatores estão:
- Genéticos (pois existem famílias que são bastante afetadas por casos de espinha bífida);
- Ambientais (é mais comum em crianças que nascem no inverno);
- Mãe é muito jovem ou de idade mais avançada;
- Mães diabéticas ou que fazem uso de fármacos para convulsão;
- Filhos de mulheres com carências nutritivas ao longo da gestação (principalmente ácido fólico);
- Déficit de ácido fólico no organismo da mãe;
- Ingestão de álcool por parte da gestante nos primeiros meses de gravidez.

            A espinha bífida é classificada em três tipos:
- Oculta: A espinha bífida oculta, a forma mais comum e menos grave da doença, caracteriza-se por um pequeno defeito na extremidade inferior da coluna vertebral, que não costuma ser acompanhado por alterações na medula espinal ou nas meninges, as membranas que a revestem. Não há a formação de cistos e a malformação vertebral costuma ser recoberta por pele normal. Freqüentemente existe algum tipo de anomalia na pele que indica a existência da malformação e que são chamados de estigmas cutâneos, estes podem ser bolas de gordura, pequenas cavidades ou buracos na pele, pequenas veias anormais, tufos de pelos, etc. As formas mais comuns são os Lipomas ou Lipomeningoceles. Normalmente, o defeito é tão ligeiro que passa praticamente despercebido exteriormente. Esta alteração pode não ser percebida durante a vida inteira do indivíduo e vir a ser relacionada a problemas neuromusculares ou esqueléticos. Como a espinha bífida oculta apenas se manifesta quando as estruturas nervosas presentes na coluna já estão devidamente desenvolvidas, normalmente não provoca problemas neurológicos e, quando estes surgem, costumam ser ligeiros.


- Espinha bífida cística ou aberta: uma forma mais ou menos grave da doença, caracteriza-se por um defeito de maiores dimensões localizado na extremidade inferior da coluna vertebral, o que provoca a formação de uma abertura por onde sai um saco de uma hérnia que, ao sobressair, forma um volume na zona inferior das costas. Como existem vários elementos no interior deste quisto, na maioria das vezes repleto de líquido cefalorraquidiano, é possível distinguir vários tipos de alterações. A espinha bífida aberta é dividida em:
a) Meningocele: quando apenas contém parte das meninges que rodeiam a medula espinhal, que por vezes apenas se evidenciam através de um defeito na pele. Esta deformidade pode vir acompanhada de alterações neuromusculares. A meningocele também não costuma provocar alterações neurológicas, sendo menos saliente quando a medula e as raízes espinais alcançam um desenvolvimento normal. No entanto, tanto no caso da espinha bífida como no do meningocele existe o risco de a medula e raízes espinais serem danificadas por traumatismos na zona ou serem comprimidas por um tumor adjacente.

b) Mielomeningocele: é a forma mais comum de espinha bífida cística e também a mais grave. Além das anomalias espinhais, a porção malformada da medula espinhal se exterioriza pelo defeito e fica exposta ao ambiente. Nestes casos, pode haver contaminação do sistema nervoso por bactérias, daí a necessidade de correção cirúrgica.Esta deformidade vem acompanhada de herniação dos envoltórios da medula espinhal (meninges) juntamente com estruturas nervosas (raízes raquidianas). Habitualmente encontra-se associada mielodisplasia ou uma hidromielia, causando uma grave disfunção neuromuscular distal. A espinha bífida aberta do tipo mielocele ou mielomeningocele provoca problemas neurológicos devido a um defeito do desenvolvimento da medula e das raízes espinais. Como o defeito costuma manifestar-se ao longo dos segmentos inferiores da medula, acaba por provocar paralisias mais ou menos acentuadas nas pernas, alterações da sensibilidade por baixo da lesão, úlceras de pele por pressão, problemas na locomoção, deformidades músculo-esqueléticas, incontinência urinária e incontinência fecal. Por outro lado, é relativamente frequente que a doença seja acompanhada por outros defeitos do desenvolvimento embrionário, que podem, por exemplo, originar uma hidrocefalia e provocar defeitos anatómicos e funcionais nos membros inferiores, o que dá origem a uma deficiência significativa.


            É sabido que a mielomeningocele acontece com maior freqüência em grupos sociais menos favorecidos e com carência alimentar. A exposição materna a determinados medicamentos como os anti-convulsivantes entre eles a fenitoina e o ácido valpróico pode induzir a formação do defeito. Por outro lado, o ácido fólico associado com vitamina do Complexo B, exerce um efeito protetor sobre o sistema nervoso em formação, reduzindo significativamente a incidência de defeitos do tubo neural quando administrado a mulheres em idade fértil antes da concepção. Geralmente três meses antes da gestação e três meses depois (período embriogênico), onde gera a maior parte das malformações.

            A espinha bífida pode ser detectada no primeiro trimestre de gravidez com a realização de uma ecografia. Também é detectada no exame amniocentese em que é detectado conforme o valor da proteína alfa-fetoproteína no líquido amniótico.
Após o nascimento o médico observa a abertura da coluna para o exterior e a exposição de tecido nervoso que não está coberto com a pele. Pode haver alterações na disposição dos ossos do cérebro



            Com relação ao tratamento desta malformação, no caso da espinha bífida oculta, que se caracteriza por não manifestar quaisquer sintomas (sendo por isso, na maioria dos casos, descoberta de forma casual), não necessita de qualquer tratamento. Por outro lado, em caso de espinha bífida aberta, mesmo que esta inicialmente não evidencie repercussões neurológicas, deve-se proceder de imediato a uma intervenção cirúrgica para evitar possíveis complicações e se houverem hidrocefalia ou síndromes associadas como Dandy-Walker, siringomielia, hidromielia, neurofibromatose, entre outras. O encerramento da lesão através de cirurgia é um dos primeiros passos do tratamento.

            A criança deve iniciar fisioterapia, por prescrição médica, para corrigir algumas deformidades como pé torto ou coxa deslocada, fraca amplitude nas articulações, alterações no tronco e fortalecer a musculatura. O fortalecimento vai depender não só dos exercícios físicos desenvolvidos mas principalmente da zona da lesão.

            Os pais podem colaborar no tratamento da criança após serem informados de forma clara sobre toda a situação da criança.

            O médico ou o fisioterapeuta explica aos pais como devem pegar o bebe, virá-lo, vestir, para não agravar ou prejudicar os avanços que foram feitos.
Se a criança tiver deformidades ósseas ou para as evitar, pode-se recorrer a aparelhos para mobilizar os membros e a criança poder andar sem provocar agravamento da situação. Também podem fazer cirurgia ortopédica para corrigir as deformidades ósseas e melhorar o andar, caso a parte muscular o permita.

            A partir dos 3 aos 5 anos a terapeuta consegue avaliar as capacidades na locomoção e atividades diárias. Podem iniciar natação, basquetebol e outros esportes em cadeiras de rodas para fortalecer a musculatura e interagir com outras crianças. Os pais devem incentivar a participar na alimentação, vestuário e higiene de forma a se tornar mais independente.

            A partir dos 6 anos não se insiste na marcha porque se não conseguiu andar até esta idade, dificilmente vai andar. Nesta etapa os pais devem incentivar á independência. A criança vai para a escola, os professores devem ser informados da situação e necessidades da criança. Se esta usar cadeira de rodas vai necessitar de determinadas condições na escola. Deve ser incentivada a entrar nas atividades escolares e inclusão social.

            O acompanhamento por neurologistas e por psicólogos é também muito importante, pois portadores desta doença muitas vezes têm problemas de desenvolvimento e de adaptação social. O auxílio de fonoaudiólogos e assistentes sociais é indispensável. Desta maneira, a tendência hoje é a de criar centros de atendimento multidisciplinar a portadores de espinha bífida, evitando que estes sejam obrigados a se deslocar exageradamente em busca dos cuidados básicos necessários.

            O importante é que o trabalho de reabilitação seja iniciado precocemente.



Dr. Aramis Pedro Teixeira - Neurocirurgião (CRM 15844)
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                                (45) 3025-3585 / (45) 3029-3460 - Foz do Iguaçu

terça-feira, 12 de junho de 2012

Hidrocefalia


     
            Hidrocefalia é uma doença onde ocorre o acúmulo anormal de líquido cefalo-raquidiano no cérebro. O líquor ou liquido céfalo-raquidiano (LCR), age como uma espécie de amortecedor protegendo o cérebro e o sistema nervoso central contra traumas provocados por golpes e movimentos bruscos, além de atuar como uma espécie de sistema de transporte. Ele circula entre os ventrículos (cavidades no interior do cérebro) e o espaço existente entre o cérebro e as capas que o rodeiam, equilibrando os nutrientes necessários ao bom funcionamento do sistema nervoso central e levando as substâncias descartáveis para o sangue eliminar. Na hidrocefalia ocorre um desequilíbrio na produção deste líquido, que por sua vez se acumula e provoca o aumento da pressão intracraniana, que acaba comprimindo o cérebro, podendo vir a causar lesões no tecido cerebral e aumento do inchaço do cérebro. 



Na foto da esquerda, um feto normal. Na da direta um feto com hidrocefalia.


            As hidrocefalias podem ocorrer na vida intra-uterina (hidrocefalias congênitas) ou podem ser adquiridas ao longo da infância ou fase adulta por uma diversidade de causas, como:
- obstrução da passagem do liquor
- prematuridade do bebê
- cistos
- tumores
- traumas
- infecções (Caxumba, Citomegalovirus, Hepatite, Poliomielite, Toxoplasmose, Varicela, Varíola)
- malformação do sistema nervoso (mielomeningocele).
- em casos raros, a causa é o aumento da produção do líquido em vez de obstrução. 





            
            A Hidrocefalia é classificada conforme a causa:
- Obstrutiva (Não-comunicante): causada por bloqueio no sistema ventricular do cérebro, impedindo que o líquido cérebro-espinhal flua devidamente pelo cérebro e a medula espinhal (Espaço subaracnóideo). A obstrução pode apresentar no nascimento ou após. Um dos tipos mais comuns é a estenose do aqueduto, que acontece por causa de um estreitamento do aqueduto de Sylvius.

- Não-obstrutiva (Comunicante): resultado de déficit da absorção ou aumento da produção do líquor . Sendo mais comuns nos sangramentos no espaço subaracnóideo. Pode estar presente ao nascimento ou podem acontecer depois.

- Pressão Normal: é um tipo de hidrocefalia adquirida comunicante no qual os ventrículos estão aumentados, porém não ocorre aumento da pressão,sendo mais comum em idosos. Podendo ser resultado de trauma ou doença, mas as causas ainda não são bem descritas.
            Os sintomas desta doença em recém-nascidos ou crianças pequenas, pode ser os seguintes:
- irritabilidade
- letargia, ou seja, sonolência excessiva
- apnéias ou paradas respiratórias
- alteração do formato do crânio, cabeça grande ou que cresce rapidamente
- fontanela anterior dilatada, ou seja, “moleira” aberta, abaulada e tensa
- dificuldade para andar, desequilíbrio
- atraso do desenvolvimento neuropsicomotor
- olhar do sol poente ( olhar para cima)
            Já em crianças mais velhas e adultos, os sintomas incluem:
- dor de cabeça
- vômitos (na maioria deles em jato)
- dificuldade para enxergar
- letargia ou sonolência excessiva
            A hidrocefalia pode evoluir de forma lenta e ir prejudicando o cérebro aos poucos, com isso a pessoa pode sofrer problemas de aprendizagem, de concentração, de raciocínio lógico, de memória de curto prazo, problemas de coordenação, de organização, dificuldades de localização têmporo-espacial, de motivação, ou dificuldades na visão.             Em idosos existe uma doença que se chama Hidrocefalia de Pressão Normal (HPN), nestes casos, os pacientes geralmente desenvolvem dificuldade para caminhar, incontinência urinária (perdem urina na roupa) e deficiência cognitiva, caracterizada principalmente pela perda de memória. Ex: sindrome de Hakin-Adams.
            Para fazer o diagnostico o especialista faz uma análise dos sinais e sintomas apresentados. Alguns dados do exame neurológico podem comprovar a suspeita, mas geralmente são necessários exames complementares para a confirmação: ultra-som transfontanelar, tomografia e ressonância magnética do crânio. O ultra-som ainda tem sido o meio mais eficaz e rápido de diagnosticar precocemente a hidrocefalia no período gestacional, podendo ainda serem utilizados tomografias computadorizadas e ressonância nuclear magnética que permitem delimitar as áreas afetadas com precisão. 



            A importância de um diagnóstico precoce se faz pelo fato de quanto antes se tomar as devidas providências e iniciar o tratamento melhores serão as chances do paciente e menor possibilidade de sequelas.
            Não há modo conhecido para prevenir ou curar a Hidrocefalia. Atualmente, o tratamento mais eficaz é a inserção cirúrgica de uma válvula para se retirar o excesso de líquido de dentro do sistema ventricular. Um catéter, que é um tubo flexível colocado no sistema ventricular do cérebro, direciona o fluxo de fluído cérebro espinhal para outra parte do corpo, normalmente a cavidade abdominal ou uma câmara do coração, onde ele é absorvido. A válvula conjugada ao catéter mantém o fluído cérebro espinhal numa pressão normal dentro dos ventrículos. Este procedimento é executado por um neurocirurgião. 



            Em casos especiais , pode ser realizada uma cirurgia chamada de terceiroventriculostomia. Nesta técnica, produz-se um orifício no assoalho do ventrículo que fica na parte inferior do cérebro. Assim, o excesso de líquido encontrará uma saída alternativa, fazendo baixar a pressão intracraniana sem o uso de válvulas.




                            Dr. Aramis Pedro Teixeira - Neurocirurgião (CRM 15844)
Ine - Instituto de Neurocirurgia Evoluir 
(45) 3025-3585 / (45) 3029-3460 - Foz do Iguaçu

terça-feira, 29 de maio de 2012

Anencefalia



               Anencefalia é uma patologia congênita, onde há ausência de grande parte do cérebro e do crânio, proveniente de um defeito no fechamento do tubo neural, que ocorre nas primeiras semanas da formação embrionária (entre o 16o e o 26o dias). O cérebro e o cerebelo são reduzidos ou inexistentes e o tecido cerebral é frequentemente exposto (não coberto por osso ou pele). Também chamada de aprosencefalia com crânio aberto, é a malformação fetal mais comumente relatada, atinge em sua maior parte caucasianos do sexo feminino e cerca de 1 em cada 1000 bebês, porém o número exato é desconhecido, porque em muitos dos casos ocorre o aborto natural.

               Ao contrário do que o termo possa sugerir, a anencefalia não caracteriza casos de ausência total do encéfalo, mas situações em que se observam graus variados de danos encefálicos. Os defeitos do tubo neural envolvem o tecido que cresce dentro do cérebro e da medula espinhal. Com isso, o bebê pode apresentar algumas partes do tronco cerebral funcionando, garantindo apenas algumas funções vitais do organismo.

               Trata-se de uma má-formação que passa, sem solução de continuidade, de quadros menos graves a quadros de indubitável anencefalia, sendo uma doença letal. Com raríssimas exceções, bebês com anencefalia têm expectativa de vida muito curta, embora não se possa estabelecer com precisão o tempo de vida que terão fora do útero. 





               Um recém-nascido com anencefalia geralmente é cego, surdo, inconsciente e incapaz de sentir dor. Embora alguns indivíduos com anencefalia possam nascer com um tronco encefálico, a falta de um cérebro funcionante descarta a possibilidade de vir a ter consciência e ações reflexas, como a respiração e respostas aos sons ou toques. Apesar de a gravidez poder ser levada adiante normalmente (pois a saúde da mãe não corre risco maior do que em uma gravidez de um bebê saudável), muitas vezes as mães são aconselhadas a interromper a gravidez, pois o bebê morre logo após seu nascimento ou algum tempo depois. Mas, esta atitude gera muita polêmica, pois mesmo que em alguns países, em casos como estes seja possível optar pelo aborto, no Brasil, esse direito ainda não é legal. É permitida a prática do aborto somente quando a gestação é decorrente de estupro ou quando não há outro meio para salvar a vida da mãe. Além da imposição da lei, existem vários fatores éticos e morais que desaprovam o aborto, uma vez que o ser encefálico tem o direito de nascer e de tentar viver enquanto tiver condições para tal.

               Ainda não se sabe por que acontece esta doença. As causas possíveis incluem toxinas ambientais e baixa ingestão de ácido fólico durante a gravidez. Vale destacar também que mães diabéticas ou que tomam certos medicamentos para a epilepsia, tem muito mais probabilidade de gerar filhos com defeito no tubo neural. E ainda, mães muito jovens ou com idade avançada também têm o risco aumentado. Algumas causas menos comuns são: uso de medicamentos inadequados durante o primeiro mês de gestação, infecções, radiação, intoxicação por substâncias químicas, exposição a toxinas (como cromo, chumbo, mercúrio e níquel), uso de drogas ilícitas e alterações genéticas.

               A má-formação geralmente é reconhecida durante o pré-natal, podendo ser diagnosticada, com certa precisão, a partir das 12 semanas de gestação, através de um exame de ultra-sonografia, quando já é possível a visualização do segmento cefálico fetal. De modo geral, os ultra-sonografistas preferem repetir o exame em uma ou duas semanas para confirmação diagnostica.

               Para evitar a anencefalia é muito importante incluir ácido fólico na dieta alimentar das mulheres em idade fértil, ou que desejam engravidar, pois como esta alteração ocorre no primeiro mês de gestação, quando a maior parte das mulheres ainda não sabem que estão grávidas, deve-se iniciar esta suplementação a partir do momento em que a mulher deixa de utilizar métodos contraceptivos, no mínimo 3 meses antes de engravidar. O ácido fólico diminui significativamente a incidência de defeitos congênitos. O ideal é consumir ácido fólico diariamente.

               Infelizmente, não há cura para a anencefalia ou qualquer tratamento que possa ser feito para tentar salvar a vida do bebê. Devido à falta de desenvolvimento do cérebro, cerca de 75 por cento dos bebês são natimortos (morrem dentro do útero ou durante o parto) e os restantes 25 por cento dos bebês morrem dentro de algumas horas, dias ou semanas após o parto, podendo chegar até 1 ano. O tratamento é mais para a família, que precisa de apoio emocional, afinal, vivenciar a perda de um filho pode ser muito traumático.





Dr. Aramis Pedro Teixeira - Neurocirurgião (CRM 15844)
Ine - Instituto de Neurocirurgia Evoluir
                                (45) 3025-3585 / (45) 3029-3460 - Foz do Iguaçu

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Hérnia de Disco


A hérnia de disco é uma doença bastante comum, que atinge cerca de 65% da população brasileira. É causada por uma lesão dos discos que compõem a coluna vertebral. Estes discos tem forma de anel, são constituídos por tecido cartilaginoso e elástico, situam-se entre vértebras e sua função é evitar o atrito entre uma vértebra e outra e amortecer impactos. Má postura, não se acomodar na cadeira, carregar peso, dirigir muito, esforço repetitivo, estar acima do peso ou até mesmo levar uma vida sedentária, podem com o tempo, levar ao desgaste da cartilagem destes discos.


A hérnia de disco nada mais é do que o deslocamento de um dos discos intervertebrais, ou seja, parte deles sai da posição normal e comprime as raízes nervosas que emergem da coluna, onde há o aparecimento de edema e inflamação, que podem comprimir o nervo ciático. Assim, a dor ciática aparece. Quando o núcleo de um dos discos vertebrais sai do canal espinhal e comprime outro nervo, o membro inervado será afetado. Assim, quando o nervo que inerva a perna é comprimido, a dor irradia por esse membro.
O problema é mais frequente nas regiões lombar e cervical, por serem áreas mais expostas ao movimento e que suportam mais carga. Normalmente este processo ocorre em médio e longo prazo, mas também existe a possibilidade de que ocorra de forma abrupta, no caso de um trauma de grande impacto, uma queda, ou um movimento em falso. As pessoas mais afetadas por uma hérnia de disco estão entre 25 e 45 anos e após os 50 anos, 30% da população mundial apresenta alguma forma assintomática desse tipo de afecção na coluna.

Os sintomas mais comuns da hérnia de disco são: Parestesias (formigamento) com ou sem dor na coluna, geralmente com irradiação para membros inferiores ou superiores, podendo também afetar somente as extremidade (pés ou mãos). Esses sintomas podem variar dependendo do local da acometido. A hérnia de disco comprime raízes dos nervos e medula, que estão próximas a ela. Toda área próxima a hérnia de disco pode ficar comprometida, devido à redução de espaço. Na verdade, se um nervo raquidiano é afetado, haverá uma sensação de fraqueza e dificuldade de mobilidade (afetando as pernas). Ao contrário, se um nervo do pescoço é afetado, o paciente irá apresentar sintomas em seus braços. Mais em qualquer caso, haverá dor, rigidez e espasmos na área afetada. Às vezes, se a hérnia de disco afeta a medula espinhal, pode haver disfunção do baço. Se a hérnia de disco estiver posterior pode diminuir o diâmetro do canal medular, comprimindo a medula naquele local. É esta compressão dos nervos, causada pelo material exposto fora do disco, que resulta nos sintomas da hérnia de disco. Quando a hérnia de disco está localizada no nível da cervical, pode haver dor no pescoço, ombros, na escápula, braços ou no tórax, associada a uma diminuição da sensibilidade ou de fraqueza no braço ou nos dedos. Na região torácica elas são mais raras devido a pouca mobilidade dessa região da coluna mais quando ocorrem os sintomas tendem a ser inespecíficos, incomodando durante muito tempo. Pode haver dor na parte superior ou inferior das costas, dor abdominal ou dor nas pernas, associada à fraqueza e diminuição da sensibilidade em uma ou ambas as pernas. A maioria das pessoas com uma hérnia de disco lombar relatam uma dor forte atrás da perna e segue irradiando por todo o trajeto do nervo ciático. Além disso, pode ocorrer diminuição da sensibilidade, formigamento ou fraqueza muscular nas nádegas ou na perna do mesmo lado da dor. A hérnia de disco pode ser assintomática ou, então, provocar dor de intensidade leve, moderada ou tão forte que chega a ser incapacitante (Radiculopatia).

Predisposição genética é a causa de maior importância para a formação de hérnias discais, seguida do envelhecimento, da pouca atividade física e do tabagismo. Há  também outros fatores que podem comprometer a integridade do sistema muscular que dá sustentação à coluna vertebral e favorecer o aparecimento de hérnias discais:
- O envelhecimento dos discos vertebrais, torna-os menos elásticos, fazendo com que o envelope que envolve o núcleo se rompa mais facilmente;
- Transportar cargas muito pesadas;
- Má postura ao carregar cargas;
- Movimentos incorretos ou falsos;
- Quedas;
- Excesso de peso.


Entre fatores ocupacionais associados a um risco aumentado de dor lombar estão:
- Trabalho físico pesado
- Postura de trabalho estática
- Inclinar e girar o tronco freqüentemente
- Levantar, empurrar e puxar
- Trabalho repetitivo
- Vibrações
- Psicológicos e psicossociais

O diagnóstico de uma hérnia de disco começa com a anamnese médica, onde o médico faz perguntas a fim de encontrar as causas da dor. Ele então irá proceder com uma radiografia, tomografia computadorizada ou por IRM (Imagem por Ressonância magnética). O médico pode, então, excluir todas as outras causas de dor lombar ou dor ciática, como tumores, fraturas, etc.

Desenvolver hábitos saudáveis de vida e que estejam de acordo com as normas básicas estabelecidas pela Ergonomia, tais como: prática regular de atividade física, realização de exercícios de alongamento e de exercícios para fortalecer a musculatura abdominal e paravertebral, e postura corporal correta são medidas importantes para prevenir as doenças da coluna.

As hérnias de disco localizadas na coluna lombar, em geral, respondem bem ao tratamento clínico conservador. O quadro reverte com o uso de analgésicos e antiinflamatórios, se a pessoa fizer um pouco de repouso e sessões de fisioterapia e acupuntura. Em geral, em apenas um mês, 90% dos portadores dessas hérnias estão aptos para reassumir suas atividades rotineiras.

Hérnias de disco na coluna cervical podem surgir diretamente nessa região ou serem provocadas por alteração na curvatura e posicionamento da coluna vertebral durante a crise da hérnia lombar. A escolha do tratamento, se cirúrgico ou não cirúrgico, considera a gravidade dos sintomas e o déficit motor. A cirurgia só é indicada quando o paciente não responde ao tratamento conservador e nos casos de compressão do nervo exercida por parte do disco que extravasou, pois corrigido esse defeito mecânico a dor desaparece completamente.

Para prevenir a hérnia de disco, recomenda-se:
* Evitar todos os excessos que facilitam a instalação das hérnias de disco: excesso de peso, de exercícios físicos, de cigarro;
* Procurar manter a postura correta quando sentado ou em pé;
* Não esquecer de que vida sedentária é responsável não só pela formação de hérnias de disco, mas por muitos outros problemas de saúde;
* Informar-se sobre o tipo de atividade física indicada para sua faixa de idade;
* Suspender os exercícios se os sintomas voltarem e procure assistência médica imediatamente;
* Seguir as recomendações médicas depois da cirurgia para evitar que nova hérnia se forme naquele local.

Para quem já tem hérnia de disco, algumas dicas são:
* Deitar-se, para alongar a coluna;
* Aplicar compressas quentes, para relaxar os músculos, diminuir a tensão, e portanto, diminuir a dor;
* É aconselhado praticar natação no estilo costas. De fato, na natação trabalha-se com os músculos dorsais e abdominais, mas as costas são apoiadas pela água. Ela fortalece os músculos, poupando as costas. Isso ajuda a prevenir as recidivas.


Acompanhe mais informações sobre a doença nesta entrevista dada pelo Dr. Aramis Pedro Teixeira no Programa Destaque do SBT.




Dr. Aramis Pedro Teixeira - Neurocirurgião
Ine - Instituto de Neurocirurgia Evoluir
(45) 3025-3585 / (45) 3029-3460 - Foz do Iguaçu